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John Dalton: a descoberta do daltonismo

Por inúmeras razões – machucados, falhas no desenvolvimento, mas principalmente genes defeituosos – algumas pessoas têm uma deficiência de visão para cores, sendo incapazes de perceber certas cores, tornando-os “cegos para cores”.

https://www.bioorbis.org/2017/06/john-dalton.html
John Dalton. Fonte da imagem: Wikipéidia.

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Veja também:

Os tipos de cegueira


A forma mais comum é a cegueira para cores vermelha verde devido à falta de cones sensíveis a comprimentos de onda médios (verde). A condição é ligada ao sexo, de forma que os machos (cerca de 0,5%) são os mais afetados do que as fêmeas (menos de 0,5%).

Um indivíduo com tal problema era John Dalton (1766-1844), químico (propôs a teoria atômica dos elementos) e físico inglês. Provavelmente suspeitou de algo antes, mas o momento decisivo aconteceu quando foi a um encontro formal com traje cerimonial perto dos Quakers e um confiante Dalton apareceu vestido um traje vermelho vivo.

Os tons de cores


Ele (e seu irmão) podia perceber azul e roxo, porém, depois disso, apenas amareloVerdeamarelo e laranja não eram mais do que diferentes tons de amareloPlantas verdes e sangue vermelho pareciam a mesma coisa. Finalmente formulou a hipótese de que o núcleo de gel dos seus olhos, o corpo vítreo de ser claro, era colorido de azul, filtrando os tons que não podia perceber.


A DESCOBERTA DO DALTONISMO


Não existe qualquer forma fácil de testar isso sem remover seus olhos. Portanto, logo após sua morte, o assistente de Dalton seguiu suas instruções, retirou seus olhos, despejou o conteúdo de um olho em um vidro de observação, acendeu uma luz sobre ele e registrou que tudo era claro. Sem colorido.

Depois cortou uma pequena janela na parte de trás do outro olho e examinou através dela. Novamente, tudo claro. Sem colorido. A cegueira para cores, algumas vezes chamada de “daltonismo” em sua honra, resultava de um defeito em outro local.

Figura 2. Daltonismo. Fonte da imagem: Fisioterapia para todos.

Hoje sabemos que é uma condição herdada que deixa a retina sem cones sensíveis aos comprimentos de onda médios da luz visível (veja na Figura 2). A teoria de Dalton sobre a cegueira para cores foi refutada pelas suas próprias instruções depois de sua morte, mas podemos agradecer a John Dalton por ser o primeiro que descreveu, tão honestamente e cuidadosamente, a condição em 1798 [“Fatos extraordinários relacionados à visão das cores, com observação” (Extrairdinary facts relating to the visiono f colours, with observation), Mem. Literary Phil. Soc. Manchester 5:28 a 45, 1798].

Há uma nota de rodapé: depois do exame, os olhos de Dalton foram preservados, mantidos em um pote e cuidados pela John Dalton Society of Britain, até o presente. De fato, Dalton ou pelo menos seus olhos tinham mais uma contribuição a fazer. 

No meio da década de 1990, utilizando métodos de biologia molecular, os pesquisadores extraíram e examinaram o ácido desoxirribonucleico (DNA) das células desses olhos preservados. Confirmou-se que John Dalton tinha apenas uma forma comum de cegueira herdada para cores.

Referência
Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011

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