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Louis Pasteur

Louis Pasteur foi um cientista francês, cujas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina. É reconhecido pelas suas notáveis descobertas das causas e prevenções de doenças.

 http://geniosdaciencia.bioorbis.org/2019/02/louis-pasteur.html

Nome: Louis Pasteur.

Conhecido por: Criação da pasteurização. 

Nascimento: 27 de dezembro de 1822, Dole, França. 

Morte: 28 de setembro de 1895 (72 anos), França. 

Prêmios: Medalha Rumford (1856). Medalha Copley (1874). Medalha Leeuwenhoek (1895). 

Área: Medicina, química.




O cientista francês Louis Pasteur (além de outros, antes e depois), com suas experiências, enterrou definitivamente a ideia de que mofo, bolor, larvas de moscas e mosquitos ect. surgiram do nada. Por toda parte havia seres microscópicos, invisíveis ao olho humano, como bactérias, fungos, esporos, vírus, protozoários etc.



Seu empenho lhe rende alguns anos depois, ser convidado para assistente do mestre Balard, recém nomeado para a Academia de Ciências, e de quem Pasteur se torna um pilar nas atividades. Aí é convidado ainda para um trabalho em comum com August Laurent sobre uma teoria que já o interessava denominada das ‘substituições’, o que lhe permite, pelas investigações químicas, conhecer certas formas cristalinas dos ácidos tartáricos e dos tartaratos em geral. Após seu casamento com Marie Laurent e algum tempo em Estrasburgo como professor de química da Faculdade, volta à Academia de Ciências e se consagra ao laboratório rejeitando candidatar-se a vagas na Seção de Física ou de Química, empenhando-se cada vez mais a experiências que visavam modificar a forma cristalina de certas substâncias químicas. Consegue após viagens ao exterior, e intensas pesquisas, desvendar o famoso ácido racêmico.

A TEORIA DA GERAÇÃO ESPONTÂNEA


Muitos aprendem, desde a escola primária, a ridicularizar a noção de "geração espontânea".

Muitos conhecem detalhes da morte e do enterro desse conceito "infantil e absurdo" da geração espontânea. A humanidade passou a crer sem ver. As bactérias estão por toda parte. Ninguém as vê, mas acredita. E paga um preço alto quando negligencia as regras básicas de higiene. A vida nunca surge do nada. Sempre existem ovos, células, esporos, sementes etc. Se a ideia da geração espontânea parece retrógrada no século XXI, estava longe de sê-lo no século XVI.

Louis Pasteur iniciou os seus estudos no Colégio Royal em Besançon, transferindo-se para a Escola Normal Superior em 1843 de Paris, estudando química, física e cristalografia. Foi na cristalogia que Louis fez suas primeiras descobertas. Descobriu em 1848 o dimorfismo do ácido tartárico, ao observar no microscópio que o ácido racêmico apresentava dois tipos de cristais, com simetria especular.

Foi portanto o descobridor das formas dextrógiras e levógiras, comprovando que desviavam o plano de polarização da luz no mesmo ângulo porém em sentido contrário. Esta descoberta valeu ao jovem químico, com apenas 26 anos de idade, a concessão da "Légion d'Honneur" Francesa.

Pasteur em seu laboratório. Fonte da imagem: Wikipedia.

Expôs a "teoria germinal das enfermidades infecciosas", segundo a qual toda enfermidade infecciosa tem sua causa (etiologia) num micróbio com capacidade de propagar-se entre as pessoas. Deve-se buscar o micróbio responsável por cada enfermidade para se determinar um modo de combatê-lo.

Pasteur passou a investigar os microscópicos agentes patogênicos, terminando por descobrir vacinas, em especial a antirrábica que utilizou com sucesso em 1885 para tratar Joseph Meister, um garoto de 9 anos que fora mordido por um cão infectado pela raiva, utilizando-se de injeções diárias por 13 dias seguidos, com vírus cada vez menos atenuados. Meister nunca contraiu a raiva, felizmente, pois Pasteur, por não ser médico, arriscou-se a ser processado, caso o tratamento não tivesse sucesso. Fundou em 1888 o Instituto Pasteur, um dos mais famosos centros de pesquisa da atualidade.

A geração espontânea. Fonte da imagem: estudandoabiologia.

Pasteur foi quem derrubou definitivamente a ideia da geração espontânea aristotélica, com a utilização de uma vidraria chamada pescoço de cisne. Pasteur colocou um caldo nutritivo em um balão de vidro, de pescoço curvo. Ferveu o caldo existente no balão, o suficiente para matar todos os possíveis microrganismos que poderiam existir nele. Cessado o aquecimento, vapores da água proveniente do caldo condensaram-se no pescoço do balão e se depositaram, sob forma líquida, na sua curvatura inferior.

Como os frascos ficavam abertos, não se podia falar da impossibilidade da entrada do "princípio ativo" do ar. Com a curvatura do gargalo, os micro-organismos do ar ficavam retidos na superfície interna úmida e não alcançavam o caldo nutritivo. Quando Pasteur quebrou o pescoço do balão, permitindo o contato do caldo existente dentro dele com o ar, constatou que o caldo contaminou-se com os microrganismos provenientes do ar. 

BIODIVERSIDADE E A GERAÇÃO ESPONTÂNEA


Os jesuítas e os leigos portugueses vão desenvolvê-la, aplicando-a ao Brasil. Poucos imaginam o salto qualitativo, a ruptura de paradigmas, que representou a afirmação do conceito da geração espontânea. A vida pode surgir do mineral a todo momento. Na natureza, a criação está ocorrendo, inclusive a partir da matéria inanimada, o tempo todo! Há que se parar para pensar, quase cinco séculos depois, no que representava essa afirmação extraordinária. Em parte, a biodiversidade e a natureza brasileira e a grande honestidade intelectual dos jesuítas deram decisiva contribuição para isso.

A grande Biodiversidade do Brasil era um fato. Não podia ser negado. As teorias explicativas das origens das espécies, desde a Antiguidade, podem ser grupadas em duas perspectivas: as evolucionistas e as criacionistas. As teorias criacionistas não aceitam a possibilidade de evolução das espécies. Criadas um só vez, as espécies mantém-se imutáveis e constantes (fixismo) até sua eventual extinção.

Para os jesuítas, e para a tradição católica, em cada ser vivo, em cada obra da natureza, havia a presença do divino, não como panteísmo, mas como visão de um Deus que é origem, meio e destino (fim) de toda a criação. A utilização do conceito de geração espontânea foi um grande avanço em relação ao fixismo e ao criacionismo absoluto, doutrinas baseadas no Gênesis bíblico, segundo o qual o mundo foi criado por Deus a partir do nada, em seis dias, e todos os seres vivos tiveram criação independente e se mantinham biologicamente imutáveis. Mas, confrontados à biodiversidade brasileira, os jesuítas iriam mais longe, criando vínculos de metamorfose, transformação e até evolução, entre as diversas espécies animais. Insetos podiam transformar-se em outros insetos e até em pássaros ou mamíferos! "Coisas lindas de se ver".

Referência
O descobrimento da Biodiversidade, A Ecologia de índios, jesuítas e leigos no século XVI.

E para finalizar veja um vídeo do canal Brasil Escola, sobre Louis Pasteur - Brasil Escola:



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