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Alexander Fleming

A descoberta do antibiótico penicilina.

 https://geniosdaciencia.bioorbis.org/2019/08/alexander-fleming.html
Alexander Fleming em seu laboratório. Fonte da imagem: intelligentcollector.


Nome: Alexander Fleming

Nacionalidade: Britânico

Nascimento: 6 de agosto de 1881
Local: Lochfield, Ayrshire, Escócia

Morte: 11 de março de 1955 (73 anos)
Local: Londres, Inglaterra

Área: Microbiologia, imunologia

Alma mater: Universidade de Westminster, Hospital de St. Mary, Londres

Conhecido por: Descoberta da penicilina

Prêmios: Nobel em Fisiologia ou Medicina (1945)

Autor de diversos trabalhos sobre bacteriologia, imunologia e quimioterapia, notabilizou-se como o descobridor da proteína antimicrobiana lisozima, em 1923, e da penicilina, obtida a partir do fungo Penicillium notatum (Figura 5), em 1928, pela qual foi laureado Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1945, juntamente com Howard Florey e Ernst Boris Chain.


A DESCOBERTA DO PRIMEIRO ANTIBIÓTICO


O primeiro antibiótico foi descoberto por Alexander Fleming, em 1929. Uma das placas de Petri onde o cientista cultivava bactérias apareceu contaminada por uma colônia do fungo Penicillium. Fleming notou que, ao redor do fungo, as bactérias não cresciam e concluiu que o fungo devia liberar alguma substância que matava as bactérias.

Figura 3. Fleming em sua maior descoberta. Fonte da imagem: kids.britannica.com.

Fleming percebeu imediatamente a importância de sua descoberta: a substância antibacteriana do fungo poderia ser usada como remédio conta infecções. Para testar essa possibilidade, o cientista cultivou milhares de colônias de Penicillium e esmagou-as para extrair o caldo, que foi em seguida filtrado.

Ao ser testado, o caldo filtrado revelou-se pouco tóxico para os animais de laboratório e altamente eficaz em matar bactérias. Fleming batizou o princípio ativo contido no filtrado de penicilina.

Figura 4. Penicillium em placa de Petri. Fonte da imagem: yrok.pp.ua.

Só dez anos depois, durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de cientistas isolou e purificou a penicilina a partir de extratos do fungo Penicillium (veja na Figura 4), permitindo a sua utilização em larga escala.

Isso possibilitou salvar a vida de milhares de soldados, que com certeza teriam morrido devido à infecção causada pelos ferimentos recebidos em combate.

Figura 5. Penicillium em microscopia de varredura. Fonte da imagem: musee-afrappier.qc.ca.

Desde a descoberta da penicilina, os cientistas têm pesquisado novos antibióticos. Centenas deles já foram descobertos e as mortes por infecções bacterianas diminuíram muito nas últimas décadas.

Figura 6. Alexander Fleming fazendo suas anotações. Fonte da imagem: twistedsifter.

RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOS


O sucesso dos antibióticos só não foi completo porque logo surgiram linhagens de bactérias resistentes (veja na Figura 7). Isso pode ocorrer por mutação, isto é, alteração genética que torna a bactéria capaz de resistir a um determinado antibiótico.

Figura 7. Espectros antimicrobianos de alguns antibióticos. Fonte da imagem: adaptado de AMABIS & MARTHO, 1998.

As descendentes das bactérias resistentes herdaram essa capacidade. Em certos casos, ocorrem novas mutações, que levam ao aparecimento de linhagens ainda mais resistentes. No entanto, o mecanismo mais comum de uma bactéria se tornar resistente a um antibiótico é ela adquirir de uma outra bactéria um plasmídeo com genes ara resistência. Hoje são conhecidas como bactérias resistentes simultaneamente a diversos antibióticos, graças à presença de plasmídeos com diversos genes para resistência.

Infecções que não cedem com o uso de determinado antibiótico indicam que a pessoa contraiu linhagens de bactérias resistentes àquela droga. Nesse caso, é preciso pesquisar qual o tipo de antibiótico mais adequado para combater a infecção, o que é feito por meio do antibiograma (veja na Figura 8).

Figura 8. O antibiograma permite testar a sensibilidade de determinada linhagem de bactérias a antibióticos. Discos embebidos em antibiótico são colocadas sobre placas onde crescem bactérias. Quanto maior a sensibilidade da bactéria ao antibiótico, maior será a área de destruição bacteriana em torno do disco. Fonte da imagem: sbmicrobiologia.org.br.

Para fazer o antibiograma, retira-se uma amostra de bactérias do local infectado, cultivando-as em placas com meio de cultura. Em seguida, pequenos discos de papel absorvente são embebidos em diferentes antibióticos e colocados sobre as placas onde crescem as bactérias.

Quanto maior for a eficácia do antibiótico, maior será a área de bactérias destruídas ao redor do disco. Esse método permite escolher um ou mais antibióticos a que as bactérias daquela linhagem sejam sensíveis.

Referências
AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia dos Organismos, classificação, estruturas e função nos seres vivos. 1ª edição. Editora Moderna, 1998. Sites: britannica; twistedsifter; intelligentcollector.

Para finalizar veja um vídeo do canal Alberto Ricardo Präss, sobre Alexander Fleming e a penicilina:


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